quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

olhos

Ter olhos puros é ter uma conexão direta com nosso coração. Quando Deus transforma o nosso jeito de pensar, modifica também o nosso jeito de olhar as coisas e as pessoas. Vemos as coisas com os olhos da pureza, sem preconceito. Olhar as pessoas com pureza significa permitir que elas sejam vistas por nós como se estivessem sendo vistas por Jesus. É muito bonito descobrirmos que, na oportunidade de encontrar o outro, também encontramos um pouquinho daquilo que somos. Há duas formas da fazermos isso: nos alegrando quando vemos, refletido no outro, um pouco daquilo que temos de bom. Mas também podemos nos entristecer, quando vemos o que o outro tem de ruim e descobrimos que somos ruins também daquele jeito. Por isso é natural que, muitas vezes, aquilo que eu escuto de ruim do outro eu acabo não gostando, porque, na verdade, ele me mostra o que eu sou. Ter a pureza no olhar significa você se despir de tudo e começar a olhar com carinho e liberdade para aquilo que o outro é, permitindo que esse seja o encontro frutuoso, tanto para nos mostrar o que temos de bom e para nos indicar no que precisamos ser melhor. São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto , caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mateus. 6:22 e 23). Encanta-me enxergar as coisas. Produz uma interação profunda entre a minha alma e o mundo exterior. Mas o enxergar ultrapassa em muito o simplesmente ver. Tenho absoluta certeza de que muitos cegos conseguem enxergar com muito mais pureza e beleza do que muitas pessoas com acuidade visual perfeita. Esta pequena parábola narrada pelo Senhor Jesus, quando do seu precioso “Sermão do Monte”, nos ensina profundas lições. Em primeiro lugar o sentido de “olhos bons” definido por Jesus não está preso à acuidade visual em si; está ligado à visão interior simples, una, sem duplicidade de percepção. O olho bom enxerga exatamente aquilo que vê. As suas experiências passadas não lhes atrapalham, formando imagens inexistentes. O olho bom, ao olhar alguém, não usa os mecanismos do seu cérebro para elaborar julgamentos que invariavelmente distorcem ou duplicam, ele apenas os usa para enxergar. Em segundo lugar o Senhor Jesus está referindo-se à olhos possuidores de liberdade. A vida que vivemos nos impõe marcas… grilhões. O pai violento, abusador e beberrão deforma, nos olhos dos filhos ultrajados, a imagem de todos os homens. Homens que “venceram” na vida às suas próprias custas têm a tendência de verem a educação de seus filhos com olhos estrábicos. As enfermidades da alma que acompanham homens presos ao pecado, leva-lhes a ver os outros com as suas próprias doenças. Olhos bons são olhos livres. Em terceiro lugar o Senhor Jesus se referiu à santidade. As marcas na alma de uma vida imersa no pecado deformam seus olhos por completo. Sua percepção e sua vontade estão escravizadas e, por este motivo, as trevas não lhes permite ver além de vultos. O mentiroso minimiza o valor negativo da mentira; o homossexual luta pela legalização da união entre os de mesmo sexo; pais devassos liberam suas casas para que seus filhos mantenham relações íntimas sem o compromisso de casal. Políticos corruptos criam leis injustas para locupletarem-se delas. Olhos maus, corpos em trevas, vidas que semeiam e colhem dor. O novo nascimento nos possibilita a libertação de todas estas angústias. “Aquele que está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”. É o Senhor Jesus usando o seu colírio para curar nosso estrabismo. Avaliemos nossa forma de ver o mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Força

Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou...